O DUPLO AMOR DE DEUS

Por Dr. William den Boer

O lugar fundacional da justiça de Deus como conceito basilar na teologia de Armínio torna-se facilmente visível no conceito do duplo amor de Deus. Já em sua resposta para Perkins, Armínio fala implicitamente e explicitamente do duplo amor de Deus e da relação mútua entre esses dois amores. O conceito é desenvolvido até alcançar maturidade final na Declaração de 1608. Armínio identifica o duplo amor de Deus como o fundamento da religião em geral e da religião cristã em particular. O primeiro e mais importante amor é aquele pela Justiça, o segundo amor e subordinado é pela humanidade. O último é subordinado porque há uma coisa que o limita: o amor de Deus pela justiça. Em outras palavras, Deus só pode amar uma pessoa quando a sua justiça for satisfeita com respeito a essa pessoa. E quando esse é realmente o caso, Deus certamente amará aquele homem ou mulher. Armínio chega tão longe quanto argumentar que qualquer forma de religião é impossível se não mantiver o duplo amor de Deus, nessa ordem, e com esse relacionamento mútuo.41

Uma compreensão adequada do amor de Deus precisa levar em conta sua relação íntima com a vontade de Deus. A vontade de Deus, logicamente subordinada ao seu entendimento, é direcionada para um bem conhecido. O amor de Deus é equivalente a vontade de Deus direcionada para um bem.42

Sobre a visão de Armínio em relação ao duplo amor de Deus, vou me limitar à extensa exposição que Armínio dá na Declaração. O Duplex amor Dei é aqui explicitamente chamado de “fundamento da religião” em geral, e da religião cristã em particular.43 Parece não haver mudança essencial no conteúdo dos escritos anteriores, mas a maneira como ele apresenta na Declaração, bem como em outros escritos posteriores, justifica a conclusão que era uma noção importante no pensamento de Armínio, e que ele mesmo se tornou mais consciente disso. Como evidência, nós apontamos particularmente para a “fundamento” – linguagem há pouco mencionada, a conexão que Armínio desencadeia entre a rejeição deste fundamento da religião e uma doutrina de predestinação que inverte a ordem e o relacionamento mútuo dos dois amores divino, bem como as extensas passagens sobre o duplo amor de Deus em si e sobre a importância de uma compreensão correta disso.44

O contexto desta exposição é a explicação de Armínio na forma de vinte argumentos a respeito do porque ele rejeita um “supralapsáriano” – usar um termo anacrônico – doutrina da predestinação, onde criação e queda são meios para a execução do decreto absoluto de Deus. Em seu resumo do supralapsarianismo em quatro “títulos” (hooftstucken), a ênfase cai na justiça e a relação de Deus com o pecado. Dos vinte argumentos, o décimo nono é, de longe, o mais extenso e trata o duplo amor de Deus como fundamento de religião. No entanto, já no sétimo argumento, sobre a natureza de Deus, a justiça de Deus surge, definida como “um amor pela justiça” e um ódio à iniquidade “e” um desejo perpétuo e sábio nele de entregar a todos aquilo que é devido “.45 Mesmo que o termo não seja explicitamente mencionado, o argumento ainda é baseado no duplex amor Dei, 46 e a visão de justiça de Armínio também forma o pano de fundo para outros argumentos de forma explícita ou implícita.

Todo o décimo nono argumento é dedicado ao Duplex amor Dei. Seu conteúdo, extensão e relacionamento com os outros argumentos permite seguramente concluir que a sua colocação perto do final da Declaração não implica que seja subordinado aos argumentos anteriores, mas sim onde Armínio finalmente constrói seu argumento em um clímax. O duplo amor de Deus – “sem o qual não há é nem pode existir qualquer religião” – é o fundamento da religião considerada em geral”. Com isso, Armínio indica que ele primeiro quer considerar o significado do duplo amor de Deus para a religião na situação pré-queda, independentemente de Cristo. Isso consiste de duas questões: 1. um amor pela justiça, que também produz um ódio pelo pecado; 2.um amor pela ” criatura dotada de razão e (no assunto agora diante de nós) um amor pelo homem. “Armínio aqui se refere a Hebreus 11: 6, “Qualquer um que vem a Deus deve crer que ele existe e que ele recompensa aqueles que o buscam “. Deus, portanto, mostra seu amor pela justiça, na medida em que não quer dar vida eterna senão a quem o busque. Seu amor pela humanidade é que ele quer dar-lhes vida eterna, eles devem buscar a Deus.47

A seção que se segue contém uma passagem extremamente importante sobre a relação mútua desses dois amores de Deus. Armínio escreve:

Uma relação mútua subsiste entre estes dois tipos de amor, que é este: O último tipo de amor, que se estende para as criaturas, não pode vir a existência, exceto na medida em que é permitido pelo primeiro, [o amor pela justiça]: O primeiro amor, portanto, é, de longe, um tipo mais excelente; mas em todas as direções, existe um alcance abundante para as emanações deste último, [o amor pela criatura] – exceto onde o primeiro [o amor pela justiça] tem colocado algum impedimento no âmbito de seu exercício. – A primeira dessas consequências é evidenciado com a maior evidência da circunstância de Deus condenando o homem por causa do pecado, embora ele os ame na relação em que ele surge como sua criatura; o que de forma alguma teria sido feito, tivesse ele amado mais o homem do que a justiça, e ele havia mostrado uma forte aversão à eterna miséria do homem do que à sua desobediência. – Mas a segunda consequência é provada por este argumento, que Deus não condena pessoa, exceto por causa do pecado; e que ele salva uma grande quantidade de homens que se afasta [ou se converte] do pecado; – o que ele poderia não fazer, a menos que fosse sua vontade permitir o alcance tão abundante de seu amor pelas criaturas, como é permitido pela justiça sob a regulamentação do julgamento divino.48

De acordo com Armínio, é exatamente essa relação que é invertida na doutrina da predestinação absoluta. Essa inversão ocorre de duas maneiras:

  1. Quando se afirma que Deus quer salvar alguns “absolutamente” sem levar em consideração sua obediência na Sua decisão de salvar, o amor de Deus pela humanidade é colocado antes do seu amor pela justiça. Nesse Caso, Deus ama a pessoa mais do que a justiça.
  2. Quando Deus diz que quer condenar alguns “absolutamente” sem considerar a sua desobediência em seu decreto, alguma coisa está se afastando do seu amor pelas criaturas o que é justamente seu, e Deus então odeia suas criaturas sem que isso seja realmente uma necessidade de seu amor pela justiça e seu ódio pelo pecado. Já não é mais verdade que o pecado é a causa única e meritória do ódio de Deus.49

Armínio continua a observar até que ponto isso funciona para desarraigar o próprio fundamento da religião pode ser facilmente demonstrado. O fim da religião, que é prático, consiste na adoração de Deus. Por isso, a parábola de Armínio tem por objetivo demonstrar que a inversão da ordem do amor de Deus aniquilar o fundamento da religião, refere-se precisamente ao que instiga à fervorosa adoração de Deus em obediência a seus mandamentos:

Suponha que um filho diga: “Meu pai é um grande amante da justiça e da equidade, que, apesar de eu ser seu filho amado, ele deserdar-me-ia se eu fosse desobediente a ele: a obediência, portanto, é um dever que eu devo cultivar sedutoramente, e que é altamente necessário para mim, se eu desejar ser seu herdeiro. “- Suponha que outro filho diga:” O amor de meu pai por mim é tão grande, que ele está absolutamente decidido a fazer-me seu herdeiro: portanto, não é necessário que minha sincera disposição lhe seja obediente; portanto, de acordo com sua vontade imutável, eu me tornarei seu herdeiro. Não, ele irá por uma força irresistível me atrair para obedecê-lo, ao invés de não desejar me fazer seu herdeiro. “50

Armínio continua a aplicar o princípio do duplo amor de Deus para a religião cristã que se baseia no primeiro.

Este [duplo-WdB] amor, no entanto, deve ser considerado de uma maneira um pouco diferente, em consequência da mudança na condição do homem, pois, quando ele foi criado após receber a imagem de Deus em seu favor, tornou-se por sua própria falha um pecador e um inimigo de Deus. O amor de Deus pela justiça em que repousa a religião cristã é, em primeiro lugar, a justiça que ele declarou uma vez, que estava em Cristo; porque era sua vontade que o pecado deveria não ser expiado de nenhuma outra maneira a não ser pelo sangue e a morte de seu Filho, e que Cristo não deve ser confessado diante dele como advogado e intercessor, exceto quando espargido por seu próprio sangue. – Mas esse amor pela justiça é, em segundo lugar, aquilo que ele diariamente manifesta na pregação do evangelho, no qual ele declara ser sua vontade outorgar transmitir de Cristo e seus benefícios para ninguém, exceto para aquele que se converte e crê em Cristo. 51

A mudança do modo como o amor de Deus pela justiça se manifestou na teologia jurídica é que, na teologia evangélica, Cristo é central como a aquele que expiou o pecado através da sua morte para satisfazer a justiça de Deus. Os pecadores se beneficiam dessa justiça e compartilham a justiça obtida por Cristo através da fé em Cristo. A comunhão com Cristo está estabelecida através da fé Nele, e a sua justiça é imputada àqueles que creem. Quanto às mudanças na teologia evangélica devido a maneira como o amor de Deus pela humanidade, agora considerado como pecador, é revelado:

O amor de Deus aos pecadores miseráveis, sobre os quais também a religião cristã é fundada, é, Primeiro, aquele amor pelo qual Ele deu o Seu Filho em favor deles, e constituiu-o um Salvador daqueles que o obedecem. Mas esse amor dos pecadores é, em segundo lugar, aquela pelo qual ele exigiu obediência, não de acordo com a rigor e severidade a que ele tinha direito por seu próprio direito supremo, mas de acordo com sua graça e clemência, e além de uma promessa da remissão dos pecados, desde que o homem caído se arrependesse.52

O amor de Deus pela humanidade é assim revelado em seu dom de Cristo por eles, para que possam participar da salvação através da obediência que consiste em fé e arrependimento. O caráter gracioso da teologia evangélica também surge do modo como Deus exige a obediência da fé e arrependimento: não como na primeira aliança, de acordo com as exigências rigorosas de perfeita obediência ao direito de Deus, mas no caminho da graça, isto é, em Cristo.

Armínio está, além disso, convencido de que uma visão supralapsariana da predestinação conflita com o fundamento da religião cristã de duas maneiras.

Primeiro, no caso da eleição, quando inverte a ordem do amor de Deus e subordina o amor de Deus pela justiça ao seu amor pela humanidade. Segundo, No caso de reprovação, não só a ordem é invertida, mas Deus está mesmo preparado para agir de forma injusta: Primeiro, afirmando: “que Deus tem um amor tão grande por certos pecadores, que foi sua vontade absoluta salvá-los antes de ter dado satisfação, através de Jesus Cristo, ao seu amor à justiça, e que ele quis a salvação deles mesmo em seu próprio conhecimento prévio e de acordo com o seu determinado propósito. “Ademais, isso destrói totalmente e completamente esse fundamento, ensinando isso ser “o prazer de Deus, que a satisfação deve ser paga à sua justiça, porque ele desejou absolutamente a salvação de tais pessoas:” O que é nada menos, do que fazer seu amor pela justiça, manifestado em Cristo, subordinado ao seu amor pelo homem pecador, a quem deseja absolutamente salvar-

Em segundo lugar, ele se opõe a este fundamento, ao ensino, “que é a vontade de Deus absolutamente condenar certos pecadores sem qualquer consideração de sua impenitência “; – quando, ao mesmo tempo, uma mais plena e completa satisfação foi dada, em Cristo Jesus, ao amor de Deus pela justiça e ao seu ódio ao pecado: para que nada agora possa impedir a possibilidade de sua extensiva misericórdia ao pecador, quem quer que seja, exceto a condição de arrependimento: a menos que alguém deva optar por afirmar, o que é afirmado nesta doutrina, “que foi a vontade de Deus agir em direção a grande parte da humanidade com a mesma gravidade que exerceu em direção ao diabo e seus anjos, ou mesmo maior.53

Armínio também quer olhar mais de perto para a passagem de Hebreus 11, que foi citado anteriormente, para ilustrar a maneira como o duplo amor de Deus é o fundamento de toda religião, bem como “o mútuo relacionamento que subsiste entre os dois, como já os descrevemos. “Em Hebreus 11: 6

duas coisas são estabelecidas como fundamentos da religião, em oposição aos dois dardos inflamados de Satanás, que são as pragas mais perniciosas, e cada um deles que é capaz por si só de revogar e extirpar toda religião: um deles é o descuido [securitas], o outro desespero [desperatio] .- O descuido opera, quando um homem se convence, que, por mais que ele seja desatento na adoração a Deus, ele não será condenado, mas irá obter salvação. O desespero está em ação, quando uma pessoa mantém uma convicção, que, independentemente do grau de reverência que ele possa manifestar em relação a Deus, ele não irá recebe qualquer recompensa. Seja em qual for a mente humana que essas pragas são fomentadas, é impossível que qualquer adoração verdadeira e apropriada de Deus possa existir. – Agora, ambos são extirpados pelas palavras do Apóstolo: Pois se um homem acredita firmemente, “que Deus concederá a vida eterna aqueles que o buscam, mas que ele infligirá ao resto a morte eterna ” ele não pode, em nenhum caso, se entregar ao descuido. E se ele também crê que “Deus é verdadeiramente recompensador daqueles que diligentemente o buscam” Ao se aplicar à busca, ele não corre o risco de cair em desespero.54

Como Armínio vê, tanto o descuido quanto o desespero prejudicam a religião de uma maneira mais perigosa. Ambos são ainda mais promovidos por uma visão supralapsariana da predestinação. Pois não somente o duplo amor de Deus não funciona corretamente, se for o caso, mas sua relação interna também é revogada. No final de sua exposição, Armínio resume e enfatiza uma vez mais a importância fundamental do Duplex amor Dei para a religião. Parece também que a visão de Armínio sobre a certeza da fé aparece “automaticamente” sempre que o descuido e o desespero são removidos. Através de uma compreensão adequada do duplo amor de Deus, descuido e desespero desaparecem para que a certeza da fé comece a funcionar corretamente.

O fundamento do primeiro tipo de fé pelo qual um homem crê firmemente, “Que Deus outorga a vida eterna a ninguém, exceto a quem o busca” é aquele amor que Deus traz à sua própria justiça, e que é maior do que o que ele concede ao homem: e, por isso, toda causa de descuido é removido. – Mas o fundamento do último tipo de fé, – “Que Deus, sem dúvida, será um recompensador daqueles que diligentemente O procuram, “- é esse grande amor pelo homem, que nem quer e nem pode impedir Deus de realizar sua salvação, exceto ele sendo impedido por seu ainda maior amor pela justiça. No entanto, o último tipo de amor está tão longe de funcionar como um obstáculo para Deus de se tornar um galardoador para aqueles que diligentemente buscam-no, que, pelo contrário, promove de todas as formas possíveis conceder essa recompensa. Essas pessoas, portanto, que buscam Deus, não pode de modo algum manter uma única dúvida quanto à sua prontidão para recompensar: e é isso que atua como preventivo contra o desespero ou desconfiança. Como esse é o estado atual do caso, esse amor duplo e a relação mútua que cada parte dela tem com a outra a qual acabamos de mostrar, são o fundamento da religião, sem o qual nenhuma religião pode existir. Essa doutrina, portanto, que está em aberta hostilidade a este amor mútuo e à relação que subsistem mutuamente entre eles, é, ao mesmo tempo, subversivo ao fundamento de toda religião.55

Armínio também se refere à sua própria visão da predestinação, os quatro decretos, como o “fundamento da religião cristã”; porque nele o duplo amor de Deus pode unir-se, ao amor de Deus pela justiça e seu amor pelos homens, que com a maior consistência pode ser reconciliado um com o outro “. Além disso, evita o desespero na medida necessária.56 Com isso, é claro que o próprio Armínio estava ciente da conexão entre sua visão sobre a predestinação e o conceito do Duplex amor Dei. Sua visão da predestinação pode assim conceituar que o Duplex amor Dei poderia ser uma expressão completa e estar totalmente adequada. Deste modo, não há necessidade de dizer que desespero e descuido, que decorrem de uma visão incorreta da predestinação e do duplo amor de Deus, não são mais vistos quando o último é devidamente interpretado.

[…]

 

  1. Conclusão

Armínio parece seguir a tradição daqueles que no décimo sexto século protestaram contra os resultados de um sistema causalmente determinista onde o zelo pela soberania de Deus, a sola gratia e a certeza da fé resultou, como eles viram, na autoria do pecado a Deus. Ele distingue por si mesmo sua própria abordagem, e se junta a certos aspectos teológicos desenvolvimentos em seu tempo. Como seus contemporâneos ortodoxos, ele mostra grande interesse pela relação mútua entre cristologia e predestinação, mas consistentemente com sua própria ênfase na primazia absoluta da justiça de Deus como fundamento da teologia.63

No seu distanciamento do argumento de Calvino sobre a incapacidade de compreender e conhecer a Deus, e em suas críticas à validade de certos argumentos escolásticos usados ​​por seus contemporâneos, Armínio mostra-se como um teólogo de seu tempo. Dentro de determinados limites com cuidado o qual ele preparou para o livre-arbítrio, 64 subordinado a graça de Deus, uma consequência necessária que se torna visível por vários elementos que naturalmente despertou reações acaloradas de “Calvino / Beza” – teólogos. Essa reação reflete a grande oposição experimentada anteriormente por teólogos que tiveram demonstrações semelhantes às de Armínio. No entanto, não é o livre-arbítrio, mas a justiça de Deus que constitui o principal motivo da teologia de Armínio. Insight sobre a visão de Armínio sobre a justiça de Deus, bem como o lugar e função do conceito de justiça em sua teologia, é absolutamente imperativo para uma compreensão clara de sua teologia e de seus motivos em seu contexto original.

 

41 Armínio, Verklaring afgelegd in de Staten van Holland op 30 Oktober 1608, ed. G.J. Hoenderdaal (Lochem, 1960), 90 (I 634–635)

42 Cf. I. Altenstaig, Lexicon theologicum quo tanquam clave theologae fores aperiuntur (Cologne, 1619), 37. Cf. Stanglin, Assurance, 219–221.

43 Já em uma carta para Wtenbogaert, sem data [1569], Armínio vincula o não funcionamento da justiça de Deus à decadência fundacional (funditus) da religião: “nisi Deo justitiam ipsius prorsus adimamus, e misericordiae divinae administrationem liberae ipsius voluntati auferamus. Quo facto, e misericordiae seu bonitatis divinae infinitati salutis dispensatione adscripta, perit funditus religio, et omnibus in universum hominibus, imo e diabolis, vita aeterna adsignatur, ”Ep. 45 (II 749) em Ph. Van Limborch & Chr. Hartsoecker (eds.), Praestantium ac eruditorum virorum epistolae eclesiasticae et theologicae (Amsterdam, 1704).

44 Verklaring, 90 – 94 (I 634-638).

45 Verklaring, 77 (I 624).

46 Verklaring, 78 (I 624): Uma doutrina da predestinação absoluta entra em conflito com a justiça definida por Armínio: “(1) Está em desacordo com a primeira dessas ideias de justiça da seguinte maneira: Porque afirma que Deus tem vontade absoluta de salvar certos homens em particular, e decretou sua salvação sem ter a mínima consideração por retidão ou obediência: a inferência apropriada a partir da qual é que Deus ama tais homens muito mais do que a sua própria justiça. (2) É contra a segunda ideia de sua justiça: Porque afirma que Deus deseja submeter o ser humano à miséria (a qual não pode possivelmente ter qualquer existência, exceto como a punição do pecado), embora, ao mesmo tempo, ele não considere a criatura como um pecador e, portanto, como não ofensivo, tanto para ira, como para punição. Esta é a maneira pela qual isso estabelece a posição – que Deus desejou dar à criatura não apenas algo que não lhe pertence, mas que está relacionado com sua maior ofensa: Que é outro ato diretamente oposto à sua justiça. De acordo, portanto, com esta doutrina, Deus, em primeiro lugar, retira de si mesmo aquilo que é justamente seu, e então transmite à criatura aquilo que não pertence a sua grande miséria. ”

47 Verklaring, 90 (I 634).

48 Verklaring, 90 (I 634–635).

49 Verklaring, 90–91 (I 635).

50 Verklaring, 91 (I 635–636).

51 Verklaring, 91–92 (I 636).

52 Verklaring, 92 (I 636).

53 Verklaring, 92–93 (I 636–637).

54 Verklaring, 93 (I 637–638).

55 Verklaring, 93–94 (I 638).

56 Verklaring, 110 (I 655).

 

Dr. William den Boer, Institute for Reformation Research,Theological University Apeldoorn

Fonte: Arminius, Arminianism, and Europe : Jacobus Arminius (1559/60-1609) / edited by Th. Mariusvan Leeuwen, Keith D. Stanglin, Marijke Tolsma. Pgs. 40-46,49

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