A Igreja Primitiva e o Livre-Arbítrio

Paul Marston e Roger T. Forster

O simpatizante agostiniano Alister E. McGrath admite:

A tradição teológica pré-agostiniana é praticamente unânime em afirmar a liberdade da vontade humana.

Isto de fato é verdadeiro a todos os ramos divergentes da teologia da igreja primitiva, em todas as áreas às quais a igreja era conduzida. Como notamos na seção 16, o termo “livre-arbítrio” foi inventado, como o termo “trindade”, como parte de uma elucidação de ideias claramente implícitas na Escritura. Nem uma única personalidade da igreja nos primeiros 300 anos o rejeitou e a maioria o afirmava claramente em obras ainda existentes. Vemos que ele foi ensinado por grandes líderes em lugares tão diferentes quanto Alexandria, Antioquia, Atenas, Cartago, Jerusalém, Lícia, Nissa, Roma e Sica.E também pelos líderes de todas as principais escolas teológicas. Os únicos que o rejeitavam eram heréticos, como os gnósticos, Marcião, Valentino, Mane (e os maniqueístas), etc. De fato, os pais primitivos geralmente afirmam sua crença no “livre-arbítrio” em obras atacando os heréticos. Três ideias recorrentes parecem estar em seus ensinos:

1. A rejeição do livre-arbítrio é o ponto de vista dos heréticos.

2. O livre-arbítrio é um dom dado ao homem por Deus – pois nada pode finalmente ser independente de Deus.

3 – O homem possui livre-arbítrio porque ele foi feito à imagem de Deus, e Deus tem livre-arbítrio.

Abaixo preparamos algumas passagens dos escritos de personalidades líderes da igreja primitiva. Cada uma é acompanhada por uma breve explicação de quem o escritor era, mas para mais explicação o leitor deverá consultar alguma obra padrão. Antes, uma nota explicativa (dada por Smith) pode ser útil: “Os escritores que tentaram argumentar em favor da fé cristã são frequentemente chamados de ‘apologistas’, do grego apologia, que significa ‘defesa’. Em inglês este é um termo enganador, porque sugere que eles estavam se desculpando (inglês, apologizing) de alguma coisa. Eles não estavam. Algumas de suas obras eram mais um ataque frontal ao paganismo contemporâneo. Muitas delas eram uma explicação do que os cristãos eram e porque eles eram inocentes das acusações lançadas contra eles”.

Fonte: God’s Strategy in Human History, p. 296, 297

Tradução: Paulo Cesar Antune

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